IMD Alerta Que Megaprojetos de Gás Continuam Sem Gerar Benefícios Diretos Para a População
Organização defende que a exploração de recursos deve priorizar o impacto real na vida das comunidades para evitar o reacendimento de conflitos.
O Desfasamento Entre Indicadores Económicos e o Impacto Social
O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) considera que a exploração de gás natural em Moçambique falha em dinamizar o desenvolvimento local. Neste sentido, a organização alerta que o foco excessivo nos grandes números macroeconómicos afasta os megaprojetos das expetativas da população. De facto, o diretor executivo do IMD, Hermenegildo Mulhovo, frisou que os cidadãos não se interessam apenas pelos volumes de exportação ou investimentos astronómicos. Além disso, o representante sublinhou que as comunidades exigem melhorias concretas no seu quotidiano e na sua qualidade de vida. Por conseguinte, a falta de retorno visível continua a alimentar críticas severas e descontentamento social.
Diálogo Estruturado e Prevenção de Novos Conflitos
Atualmente, a ausência de benefícios palpáveis constitui um fator direto de instabilidade e tensão em várias regiões. Por exemplo, durante um debate com parceiros estratégicos, o IMD defendeu a urgência de estabelecer plataformas permanentes de auscultação baseadas em evidências:
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Emprego local: Garantir a inclusão de membros das famílias afetadas na força de trabalho
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Oportunidades de negócio: Assegurar a participação efetiva e sustentável de atores económicos nacionais
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Prevenção de riscos: A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) avisa que a estagnação social pode gerar novos conflitos
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Segurança e estabilidade: Necessidade de alinhar os interesses dos investidores com as aspirações da sociedade moçambicana
Por essa razão, a implementação das recomendações da sociedade civil torna-se vital para o sucesso dos investimentos. Paralelamente, a transparência no processo visa construir um ambiente de confiança entre o Estado, o setor privado e os cidadãos.
Volume de Investimento e Grandes Expetações do Setor
Por outro lado, o setor energético moçambicano prepara-se para acolher novos aportes de capital financeiro de grande dimensão. Efetivamente, o país aguarda até ao final do ano pela aprovação da Decisão Final de Investimento (FID) do projeto Coral Norte. Ademais, este empreendimento está avaliado em mais de 7,2 mil milhões de dólares e visa expandir a capacidade de extração na Bacia do Rovuma. Consequentemente, aumenta a pressão para que o modelo de gestão destes recursos mude de paradigma antes da chegada dos novos fundos. Finalmente, as instituições de monitorização insistem que a riqueza subaquática deve traduzir-se em prosperidade real para Moçambique.




