Fábrica de Painéis Solares de Moçambique volta à esperança

O Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Energia (FUNAE), Mety Gondola, realizou esta segunda-feira uma visita de trabalho à Fábrica de Painéis Solares de Moçambique, na província de Maputo. O objectivo foi avaliar o nível de organização e funcionamento da unidade fabril e interagir com a equipa técnica.

Contudo, a visita revelou uma realidade preocupante. Concretamente, a fábrica encontra-se paralisada há cerca de três anos, situação que representa um custo fixo anual estimado em 18,75 milhões de meticais, equivalente a cerca de 297 mil dólares.

Tecnologia desactualizada limita a competitividade

Segundo o informe apresentado pela equipa técnica, o pacote tecnológico actualmente instalado enfrenta limitações de eficiência produtiva. Quando em operação, a unidade tem capacidade para produzir cerca de 40 painéis solares por dia, com potência até 270 W, a um custo aproximado de 14 mil meticais por unidade.

Por outro lado, o mercado disponibiliza actualmente painéis com potência de até 610 Wp, por um custo médio de 15 mil meticais. Consequentemente, este desfasamento evidencia a necessidade urgente de modernização tecnológica para garantir maior competitividade.

14 trabalhadores pagos mas sem actividade

A fábrica mantém 14 trabalhadores com vínculo contratual activo, que continuam a auferir os respectivos salários. Contudo, não desenvolvem actividades regulares devido à paralisação da unidade, uma situação que pesa tanto do ponto de vista financeiro como humano.

Perante este cenário, Mety Gondola anunciou a decisão de reorientar os trabalhadores de acordo com os seus perfis profissionais e competências. Adicionalmente, prevê a integração destes colaboradores nas estruturas centrais do FUNAE, em instituições do Estado a nível local e noutras entidades onde possam contribuir de forma efectiva.

Devolver dignidade aos trabalhadores

O PCA destacou que esta medida procura, acima de tudo, devolver a dignidade aos colaboradores. Segundo Gondola, ficou evidente durante a visita que a principal preocupação dos trabalhadores não se resume à remuneração. Adicionalmente, preocupa-os a impossibilidade de exercerem as suas funções e colocarem as suas competências ao serviço do desenvolvimento da instituição e do país.

A visita decorreu num ambiente de diálogo aberto e espírito construtivo. Assim, o FUNAE reforça o compromisso de encontrar soluções para a revitalização da fábrica, com o propósito de restabelecer a sua actividade e servir, de forma competitiva, os mercados nacional e regional.


Fonte: AIM

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