Moçambique e Zimbabué Lançam Primeira Pedra do Projecto de Transporte de Combustíveis Através do Corredor da Beira
Os Presidentes Daniel Chapo e Emmerson Mnangagwa oficializaram o arranque da expansão do oleoduto gerido pela CPMZ para reforçar a integração energética regional.
Encontro Bilateral e Lançamento do Projecto em Nhamatanda
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, recebeu esta quarta-feira, 2 de Setembro, na cidade da Beira, o seu homólogo do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, no âmbito de uma visita de trabalho ao país. Neste sentido, os dois Chefes de Estado deslocaram-se ao distrito de Nhamatanda para proceder ao lançamento formal da primeira pedra do projecto de expansão e modernização do oleoduto Moçambique–Zimbabué. De facto, a infra-estrutura é gerida pela Companhia do Pipeline Moçambique–Zimbabué (CPMZ) e visa alavancar a capacidade logística do Corredor da Beira. Além disso, o encontro fortaleceu os laços diplomáticos e económicos entre os dois países vizinhos. Por conseguinte, a iniciativa consolida o papel estratégico de Moçambique na facilitação do comércio no interior da África Austral.
Capacidade Operacional e Detalhes da Expansão
Atualmente, a intervenção foca-se na elevação dos volumes transportados e na otimização dos fluxos de combustíveis refinados. Por exemplo, os aspetos técnicos e operacionais do projecto destacam-se pelos seguintes pontos:
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Evolução da capacidade: Aumento da capacidade anual de transporte para 5 milhões de metros cúbicos de combustível, representando um acréscimo de 67% nesta segunda fase
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Infra-estrutura intermédia: Construção de duas novas estações de bombagem localizadas em Nhamatanda (Sofala) e Messica (Manica)
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Extensão da rede: O oleoduto possui 294 quilómetros de extensão, interligando o Porto da Beira às instalações de Feruka, em solo zimbabueano
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Interconexão transfronteiriça: Alinhamento das operações com a Petrozim Line (PZL) para assegurar a continuidade do fluxo no troço Feruka–Harare
Por essa razão, o recurso ao transporte canalizado permite reduzir significativamente a circulação de camiões-cisterna ao longo do corredor rodoviário. Paralelamente, a tecnologia aplicada garante maior regularidade, eficiência e segurança no fornecimento de derivados do petróleo.
Impacto Geopolítico e Abastecimento no Hinterland
Por outro lado, a expansão da CPMZ insere-se numa visão de longo prazo para tornar o porto e o corredor da Beira no eixo logístico preferencial do subcontinente. Efetivamente, o aumento de caudal não beneficia apenas o mercado do Zimbabué, mas cria disponibilidade para atender outros países sem acesso ao mar. Ademais, nações como o Maláui, a Zâmbia, o Botswana e a República Democrática do Congo poderão reforçar a sua segurança energética através deste canal. Consequentemente, a cooperação bilateral impulsiona a competitividade das rotas de transporte nacionais. Finalmente, a conclusão das obras está prevista para o final do ciclo de investimentos de 2027.